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A PARÁBOLA DO RICO INSENSATO

Atualizado: 7 de mai.


E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga” (Lucas 12:16-19.
 

INTRODUÇÃO

Nas Escrituras Sagradas, principalmente nas páginas do Novo Testamento, a parábola é bastante usada no propósito de transmitir lições relevantes de cunho moral ou espiritual. Jesus usava frequentemente as parábolas no intuito de tornar conhecidas as verdades externas e internas do Reino de Deus até então desconhecidas.

Uma parábola significa literalmente “colocar coisas lado a lado”. Isso é, usar representações de coisas conhecidas para ensinar verdades desconhecidas. Nem todas as parábolas de Jesus foram interpretadas - na verdade uma pequena porção delas foram interpretadas – a interpretação da maioria delas ficara por conta dos próprios ouvintes. A parábola do rico insensato é um exemplo de parábola que não foi interpretada por Jesus.

Para interpretar uma parábola usamos os mesmos recursos empregados na interpretação de qualquer texto. Primeiramente definido uma ideia central levando em consideração o que motivou o seu proferimento.

 

A ideia central da parábola


Cada parábola tem uma ideia central, e essa ideia central é o ponto de partida para se entender a parábola por completo. Todas as representações, figuras e mesmo o desfecho da narrativa da parábola converge em torno de um eixo central, e que deve igualmente ser interpretado levando em consideração o contexto, seja ele o contexto imediato ou remoto, bem como outros fatores que podem influenciar diretamente na interpretação como conhecimento das variações linguísticas, cultura etc.

 

A parábola do rico insensato


Na parábola do rico insensato a ideia principal é a “avareza”. Para identificarmos essa ideia basta observarmos o que motivou Jesus a proferir essa parábola; para isso basta analisarmos os versículos introdutórios: “E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? (Lucas 12:13). O pedido daquele homem “dize a meu irmão que reparta comigo a herança”, e a resposta de Jesus: “Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós”, ocasionou uma situação oportuna para Jesus inserir parábola do rico insensato.

O versículo que sucede reforça o conceito central da parábola de Jesus: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:15).

Jesus não incrementa muitos detalhes em sua narrativa, visto que sua intenção era transmitir uma lição objetiva no curto prazo disponível, aproveitando aquela ocasião oportuna. Não se tratava de uma ocasião especifica para ministrar um sermão, e por isso Jesus procura ser o mais sintético possível, dispensando, portanto, os detalhes.

 

Uma herdade que produziu abundantemente


Jesus não define o gênero do fruto que ali foi produzido, apenas enfatiza que a

herdade produziu com abundância.



A reação do homem rico nos leva a crer que ele próprio foi pego de surpresa, isso é, que ele não esperava que sua herdade produzisse tanto. Seus celeiros não eram suficientes para acomodar tanto mantimento e nesse momento surge uma indagação: “Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos” (v 17).

A indagação do homem rico é sucedida por uma proposta de solução, que se revela como uma solução perfeita para o momento: “Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens (18). A postura do homem rico diante daquela situação inusitada reforça a ideia de que se tratava de uma pessoa com dotes extraordinários administrativos e de gestão, pois não podemos deixar de considerar que aquela empreitada: “derrubar os celeiros antigos e construir os novos” exigiria a mobilização de uma grande equipe, e a utilização de insumos diversos que foram providos em tempo hábil. Isso reforça o fato de que aquele homem possuía uma capacidade administrativa e de gestão excelentes.

 

O rico tolo


Apesar de ser um homem com dotes extraordinários, visto pela perspectiva humana comum, o homem rico foi chamado por Deus de louco. Sua atitude diante daquele imprevisto foi sábia, mas as intenções que ele tinha em mente não eram louváveis: “E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga” (Lucas 12:19). Nessas palavras existe uma clara intenção de uma vida ociosa, marcada pelos prazeres da vida. A expressão “descansa, come, bebe e folga” não diz simplesmente que aquele homem estava munido de alimentos para muito tempo, e que por isso ele não precisaria estar muito preocupado com as provisões, sua intenção revela que ele estava disposto a viver atendendo unicamente aos desejos egoístas e carnais; as palavras “beber e folgar” lembra uma vida de orgias e luxuria.

Por isso a voz de Deus exclama: “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20). Aquele homem era bastante rico, dono de grandes bens e propriedades, no entanto, ele deixou de considerar aquilo que Jesus havia exposto no princípio, de que “a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:15). Ele era rico diante dos homens, mas não tinha qualquer deposito diante de Deus. Aquele seria o momento de sua prestação de contas diante de Deus, mas infelizmente ele não tinha nada para apresentar ao Senhor. Outros iriam desfrutar daquilo que ele havia conquistado. Jesus conclui dizendo: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lucas 12:2).

 

CONCLUSÃO


Deus chama aquele homem de louco e afirma que alguém havia pedido a sua alma; essa verdade nos reporta para o fato de que temos um arqui-inimigo que ele vive a reclamar pelas vidas daqueles que vivem na prática do pecado.

Os versículos que se seguem reforçam o fato de que Deus cuida daqueles acreditam em sua providência e colocam o seu Reino em primeiro lugar.

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